sábado, 30 de julho de 2011

Traveling

Almost back from the darkness!

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

O reflexo da solidão.

Rodeada pela solidão,
chorava que nem uma Maria Madalena!
O seu conforto era o espelho,
ali, via mais uma pessoa para além de si.
Podiam ter diálogos,
podiam sorrir,
ou mesmo, ficar em silêncio!
Mas as duas eram mais que o vazio,
as duas estavam juntas naquela solidão.
haviam lhe tirado tudo,
contudo,
os espelho ficara!
A outra ali estava,
sempre a olhar por si.
Quiseram tirar-lhe tudo,
mas o espelho ali continuou,
não a queriam deixar sozinha e doida!

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Existes nele e por ele

Na escrita das mais banais palavras
tento explorar o mais elaborado sentimento que há em mim,
que há em ti, que existe em nós,
O amor.
É o amor que me agonia,
na sua dupla face,
na sua demora,
na sua franqueza!
É o amor que me dói,
dentro e fora de mim,
é ele que me consome,
que me comanda,
e quando ele se cansa de mim,
sou Nada!
Sou tudo,
sou figura que vagueia por aí,
por aqui, e quem sabe, por acolá.
Sou alma que não se conhece,
nem se dá a conhecer.
Sou cão sem dono,
sou andorinha sem rumo.
Sou apenas eu...
a pessoa que ainda não conheço,
a pessoa que ainda não construí.
Sem ele não me sinto,
não me lembro,
não aprendo.
Sem ele,
tu és nada em mim!

Viagem de Comboio IV

Eis que regresso à adorada terra,
onde o sentimento que me invade,
é penetrante como o teu olhar,
quando me exploras as curvas.
Sinto cada movimento do teu olhar,
como um toque leve, maduro,
sob o meu corpo inteiro.

Nesta terra,
encontro-te a ti e a mim
e isso basta-me.

Por muito tempo andei perdida,
numa outra vida,
por terras que não percebo,
terras que não são minhas,
terras onde ninguém me toca,
ups,
ninguém me olha como tu.
Aqui sei-te em mim
e quero-te dentro de mim.
Aqui me possuirás pelo tempo que quiseres,
pois desta terra não fugirei.
Demora o tempo que precisares...
O próximo comboio é só na outra vida.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Viagem de Comboio III

Partiu de um nevoeiro duro,
para um sol tímido.
A origem e o destino,
da sua habitual viagem,
mostraram hoje estar de mal um com o outro.
O sítio de onde vem mostra-se pesado,
grosso, egoísta.
O destino,
é em tudo caloroso,
alegre, sorridente.

Tal qual sua vida,
o sítio de onde começou,
é hoje um sítio que não não se vê,
sente-se apenas o seu peso,
e o sítio para onde quer ir,
sabe,
será brilhante e caloroso,
leve e luminoso.
O caminho que percorre entre estes dois pontos,
deixa-a mais segura que a enorme carapaça do comboio.
Na viagem, o comboio é o seu escudo.
Na vida o seu escudo é a viagem.

domingo, 2 de janeiro de 2011

O caminho traça-se no escuro com um claro conhecimento.

Na procura de uma caminho menos errante,
que a levasse onde todos os outros a não levaram,
deparou-se com uma rua escura.
Não bastasse já aquele nevoeiro imenso,
que a impedia de ver para além da sua mão na procura errante de obstáculos,
e lhe dificultava a respiração,
tinha ainda que percorrer uma rua,
longa ou curta, (não o adivinhava),
na escuridão.
Habituou-se ao escuro
e os seus olhos conseguiram ver,
para além de si.

Avistou algo,
um poste,
teria que se desviar.
Ah, não...
era uma pessoa parada no meio daquela imensidão de escuridão.
Alguém perdido,
no caminho ou na vida!
Sentiu medo...
Pensou que deveria correr,
mas o coração pesava mais a saltar daquela forma descontrolada,
do que os seus pequenos pés poderiam suportar.

Avistou algo mais,
Ah, que alívio,
um policia, decerto,
pela sua figura.
Tinha um pequeno bastão,
E viu-se ali na escuridão,
salva por alguém com um bastão.
Não demorou muito,
o coração voltou a pesar,
não havia polícia nem bastão para a salvar,
havia apenas um velhinho,
pequeno,
com uma pequena bengala,
levantada,
para não estragar naquela calçada,
da rua direita.
Viu-se ali,
Aflita,
por si e pelo velhinho,
cuja bengala serviria de bastão,
estivesse ela em sua mão.